15/05/2010

Versailles


A cidade de Versailles fica no departamento de Yvelines na região de Île-de-France, a 20 quilômetros de Paris.
Palácio de Versailles

Foi local do poder político francês durante um século, de 1682 até a Revolução francesa em 1789.

Seu palácio inicialmente era um alojamento de caça para o Rei Luís XIII. Foi construído como um mundo privado para a realeza, isolado da sujeira e da agitação de Paris.

O jovem Luís XIV (que seria depois chamado de Rei-Sol), levava para lá as suas amantes. Durante o seu reinado executou algumas reformas, e, até a sua morte, em 1715, as construções e os jardins do Palácio foram sendo embelezados, reformados e expandidos por vários arquitetos, paisagistas, decoradores, pintores e escultores.



Louis XV, bisneto de Louis XIV, subiu ao trono ainda criança. Passava grande parte do tempo refugiado em seus aposentos particulares de Versalhes. Seu reinado foi, no entanto, um dos mais longos da história da França. Durante os 59 anos em que governou, o país conheceu um período de grande prosperidade. Aos quinze anos casou-se com Maria Leszczinska, filha do rei da Polônia e teve muitos filhos. Durante o seu reinado, manteve amantes que influenciaram o governo, como a marquesa de Vintimille e a famosa Marquesa de Pompadour. Morreu de varíola no palácio de Versailles, aonde nasceu.



Em 1774, sobe ao trono Luis XVI jovem e despreparado para o poder. Casou-se com Maria Antonieta, de apenas 15 anos, filha da imperatriz da Áustria. O jovem casal era totalmente despreparado para as responsabilidades políticas do cargo. Enquanto a situação das elites é confortável, o povo passa necessidades. Não há trabalho, não há dinheiro nem mesmo para comprar pão.

Revolucionários agitam Paris, multidões fazem protestos, mas os soberanos não enxergam a gravidade do momento, e nada fazem para atenuar a situação. O ódio da população contra a monarquia aumenta cada vez mais.



Em 14 de julho de 1789 correm boatos que o exército vai reprimir as manifestações de rua e atacar a população, o que leva uma multidão enfurecida a invadir um dos mais odiados símbolos do poder real, a Prisão da Bastilha, em Paris. É o início da Revolução Francesa.


Alheia aos eventos, a corte continua com sua rotina, e um banquete promovido no palácio transforma-se na gota de água da revolta popular contra a família real.

Em 5 de outubro de 1789 o palácio de Versalhes é invadido e a família real detida. Levados a seguir para uma prisão de Paris, são julgados e condenados por um tribunal revolucionário.

Encarregado da segurança do palácio, o Marquês de La Fayette é incapaz de impedir sua invasão. Ele consegue, no entanto, salvar a vida da família real que é levada para Paris .

Chegando à capital, após um curto intervalo no Hôtel de Ville, o rei e sua família instalam-se nas Tuileries onde nada está preparado para recebê-los. Quatro anos mais tarde são executados na guilhotina.

Durante a Revolução Francesa, o Palácio de Versailles sofreu danos e tentativas de invasão. Mobílias foram confiscadas e leiloadas, grande parte de suas obras de arte foi transferida para o Museu do Louvre.

 

Esvaziado e abandonado, Versailles transformou-se num conjunto de ruínas em decomposição. Napoleão Bonaparte, quando chegou ao poder, pensou em demoli-lo. Ele seria ainda ocupado pelos alemães, na guerra de 1870, e transformado em sede da assembléia nacional de 1879.

Em 1918 começou o renascimento de Versailles. Reconhecido pelo seu valor histórico, graças ao governo, e a generosas doações de particulares, ele foi aos poucos voltando a ser, não apenas um palácio, mas também um dos melhores museus da França.





É emocionante andar pelos aposentos e corredores aonde o Rei Sol e sua corte andavam todos os dias, pelos salões de baile onde Madame de Pompadour organizava festas luxuosas para Luis XV, e, subir à sacada de onde Maria Antonieta viu a multidão invadir os portões dourados de seu palácio, para mudar a sua vida e também a história da França.

Com 2153 janelas, 700 quartos e 67 escadarias, os aposentos que mais impressionam seus mais de 4 milhões de visitantes todos os anos são o Salão dos Espelhos, Capela Real, Opera Real, Apartamentos de Estado, Salão da Guerra, Salão da Paz, Apartamentos da Rainha, Apartamentos do Rei, Galeria das Batalhas e os 800 hectares de parques e jardins com 20 km de trilhas, 200 mil árvores, 200 mil flores plantadas a cada ano, 50 fontes e 2100 esculturas.



A Galeria dos Espelhos
 




Com sua decoração de mármores, espelhos, bronzes dourados e estátuas, é impressionante. mede 73 m de comprimento, 10 m de largura e 12 m de altura. Tem 17 janelas, e 357 espelhos.


As pinturas ao teto fazem referência aos sucessos militares dos vinte primeiros anos do reino de Louis XIV e são uma homenagem ao rei.


O Grande Apartamento do Rei




Composto de 7 peças:
  • Le salon de l’abondance
  • Le salon de Vénus
  • Le salon de Diane
  • Le salon de Mars
  • Le salon de Mercure
  • Le salon de d’Apollon (foto acima)
  • Le salon de la guerre
A decoração, de uma infinita riqueza, constitui uma verdadeira obra, não há uma polegada de teto, tapeçaria ou móvel que não simbolize as virtudes do Rei. As paredes do Grande Apartamento são de mármore e eram expostos lá a coleção real de estátuas, bustos antigos e quadros, muitos dos quais encontram-se hoje no Museu do Louvre.



O Grande Apartamento da Rainha 



Os tetos dos aposentos que compõem o Grande Apartamento da Rainha são consagrados a divindades da mitologia. A Rainha permanecia grande parte do seu tempo no seu quarto, aonde recebia as senhoras do tribunal pela manhã e audiências privadas. Os móveis atuais são essencialmente o que havia em 1789, no dia da expulsão da família real.




O Grand Trianon 



Foi construído por Luís XIV e servia principalmente para seus encontros com a amante, Madame de Maintenon.


O Petit Trianon e o Hameau de la Reine  



O Petit Trianon foi construído no reinado de Luís XV (para encontros com a sua amante, Madame de Pompadour).


Credito foto: François Bouchon
Do Petit Trianon, os pavilhões do jardim francês, o jardim inglês com o Beveldère, o templo do amor, passando pelo Hameau de la Reine - uma aldeiazinha rústica, fazem parte dos domínios da rainha Maria Antonieta, onde ela se refugiava da vida da corte.


Hameau de la Reine

A Opera - com 712 lugares, foi construída por ocasião do casamento de Luís XVI com Maria Antonieta, em 1770.

Os Jardins - Passear pelos jardins de Versailles com seus espelhos d água, canteiros, fontes, estátuas e gramados é tão emocionante quanto visitar as dependências do palácio.




Fontes decoradas com magníficas estátuas de bronze, como a Fonte Central, a Fonte da Pirâmide, a Fonte de Apolo, a Fonte de Netuno, inspirados na mitologia grega.


De abril a outubro, o espetáculo diurno “As grandes águas musicais (Les Grandes Eaux Musicales) nos jardins de Versalhes, são uma maneira deliciosa de explorar os bosques, as fontes e os canteiros de árvores por onde o Rei Sol adorava passear, rodeado por sua corte. O espetáculo noturno, vai de meio de junho a meio de setembro e custa 23 euros (adultos), e 19 euros (de 6 a 17 anos).


Musée des Carrosses (Museu das Carruagens) 




Esse museu instalado nas antigas dependências das cavalariças reais possui as carruagens do casamento de Napoleão com Maria Luísa, a de Carlos X e o carro fúnebre de Luís XVIII.



Orangerie 



Ao lado do palácio, é um grande pavilhão de 13 metros de altura, que funcionava como uma espécie de estufa para plantas de climas mais quentes, como laranjeiras, limoeiros, e pés de café (foto ao lado).

Le Temple d'Amour


Erguido em 1777-1778 pelo arquiteto Richard Mique, em uma pequena ilha do rio artificial, no jardim inglês do Petit Trianon.


Templo do Amor

Informações práticas:
 
O preço do ingresso varia entre 16 e 25 euros, de acordo com a época do ano ou dia da semana.

Opções para ir a Versailles de trem:

Da Gare Montparnasse, pegar o Transilien N até a estação Versailles Chantiers.

Da estação Paris Saint Lazare, pegar o Transilien L até a estação de
Versailles Rive Droite.

Das estações do metrô aonde passa o RER C, o trem de periferia que circula também dentro da cidade. O RER C para em duas estações de Versailles, Versailles Chantiers e Versailles Rive Gauche (esta é a mais próxima do castelo).

De
ônibus, pegar o metrô linha 9, direção Pont de Sévres, descer no ponto final (Pont de Sèvres) e pegar o ônibus 171 que vai deixa-lo em frente ao palácio. Descer em Versailles Place d’Armes.



Veja AQUI como comprar o seu ingresso online e evitar as enormes filas


MARIA ANTONIETA


Marie-Antoinette permanece uma mais das famosas rainhas da França. 

Pelo seu comportamento inconsequente, pela sua indiferença ao sofrimento do povo, suscitou o ódio e alimentou-o. Aquela que o povo chamava "Autrichienne" ou "Senhora Déficit" parece que ela própria traçou o seu caminho para o cadafalso.

Em 16 de outubro, por volta das quatro horas da manhã, Marie-Antoinette, 38 anos,  é condenada à morte por traição. Foi levada da sua cela na Conciergerie, até a (hoje)Place de la Concorde para a guilhotina. É com toda a dignidade que escala os degraus do cadafalso.


Pelo seu destino trágico, pelo ódio que lhe foi dedicado durante anos, Marie-Antoinette marcou profundamente a História da França. Acusada ter sido "a calamidade e a sanguesuga dos franceses" e ser quem empurrou o rei à traição,  manchou consideravelmente a imagem da monarquia antes da Revolução.


Épiceries de Versailles




O Château de Versailles lançou em  de 2013 a sua marca de "épiceries" (Delicatessen) que comercializa produtos que rei Louis XIV e sua corte consumiam.

"Jardin Royal" para compotas e geléias, "Gourmandises de la Reine" para os doces que Marie-Antoinette amava e "Plaisirs do Roi" para a grande gastronomia, como o foie gras, trufas do Perigod, sopas e temperos.

Os produtos estarão disponíveis este mês em Versailles e nas lojas de departamento parisienses (Le Bon Marché, Lafayette Gourmet, Galeries Gourmandes, etc)








Veja também:
Doce França e Paris - Dicas de Viagem
Giverny
Rueil Malmaison




Regiões e Departamentos da França









5 comentários:

  1. Olá gostaria de saber se com o Museum Pass eu posso ver toda o Palacio de Versalles, incluindo petit Trianon, Grand Trianon e os jardins etc. Obrigada!

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  2. Olá Lais,

    O PARIS MUSEUM PASS dá acesso : Grands Appartements, sala dos espelhos, quarto do rei, quarto da rainha, aposentos das filhas de Louis XV, exposições, os dois Trianon e o Domaine de Marie-Antoinette.

    Não está incluído: os espetáculos, les Grandes Eaux Musicales, os jardins musicais, refeição e transporte.

    Durante as Grandes Eaux Musicales, os jardins musicais e os espetáculos, os bosques e jardins não são acessíveis aos portadores do passe.
    Um abraço

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  3. Oi Anna, olha estou usando demais o seu blog, tô indo a Paris daqui a algumas semanas e as suas informações são realmente "dicas de francês" ehehehe! Então, esse ônibus 171 eu não conhecia e achei super-interessante essa opção, afinal, achar o trem e caminhar por dentro dos corredores do metrô é bem chatinho. E aí, como vou ao jardim de Versailles queria saber onde compro o ticket pro ônibus, já que ele é da zona 4. Ou é na mesma máquina dos tickets T+?
    Anna, te agradeço muito. Em tempo: sabe o nome da minha filha? igualzinho ao seu: Anna Fernandes, ahahahah! Beijos.

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    1. Oi Flávia!
      O ticket para o ônibus 171, você pode comprar na estação de metrô Pont des Sevres ou qualquer outra, na bilheteria ou nas máquinas (lembre que é para a zona 4), a viagem dura 35 minutos. Se você tiver um passe (Navigo, Mobilis, Paris Visite...válido até a zona 4, você não precisa comprar um ticket especial). Manda um beijo para a minha chará!
      Beijos!

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  4. Obrigada por sua informação. Vou mandar sim um beijo pra sua chará, ehehehe! Beijos.

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